Consórcio sem Taxas

Embracon lança primeiro consórcio sem taxas

Em uma época na qual as startups se tornaram sinônimo de inovação, na área dos consórcios foi uma veterana de 30 anos que buscou na tecnologia a forma de viabilizar um produto com objetivo declarado de renovar o mercado.

Na linha dos cartões sem anuidade, a Embracon, maior empresa independente do setor, lança hoje um consórcio sem cobrança de taxa de administração até a contemplação e com possibilidade de resgate do valor pago, corrigido pela poupança.

Batizada de Up, a nova linha vai abranger o financiamento de serviços, como viagens ou educação, veículos e imóveis. Conforme a Embracon, o produto terá isenção de taxa de administração até a contemplação da cota.

“Nossa ideia era tornar o consórcio mais barato, acessível e simples de entender”, afirma o presidente comercial e sócio-fundador, Juarez Antonio da Silva. Para o executivo, “nesse modelo fica tudo fácil: por exemplo, se você quer uma carta de R$ 50 mil em um prazo de 50 meses, você vai pagar R$ 1 mil por mês até a contemplação”

De acordo com Silva, a partir do momento em que consegue a carta de crédito, o consorciado passa a pagar a taxa de administração de 0,35% ao mês sobre o valor do crédito. “Mas ele vai pagar dali em diante, ou seja, durante todo o período anterior ele ficou isento”, explica. Nesse formato, o último contemplado não paga nenhuma taxa.

“A isenção foi possível porque a tecnologia hoje permite diminuir o custo de aquisição, ou seja, da venda efetiva”, diz o presidente-executivo e sócio-fundador, Guido Savian Jr. Segundo o executivo, o Up será uma plataforma digital, com aplicativo móvel, além da inteligência artificial no suporte ao atendimento.

Conforme o presidente-executivo, outra mudança de conceito que o Up vai trazer é a possibilidade de a pessoa recuperar o valor investido até o momento, com correção pela poupança, desde que tenha sido contemplada. A Embracon recompra a cota contemplada com o valor corrigido pela caderneta. “É uma opção para quem esteja precisando de dinheiro na hora e não possa mais arcar com o custo das mensalidades futuras”

Savian Jr. explica que as cotas recompradas vão ser oferecidas para venda no site da companhia. “Nesse caso, torna-se uma opção vantajosa ao financiamento bancário, porque o comprador, após pagar o valor que desembolsamos, já recebe a carta de crédito total.” Depois, continua a pagar as mensalidades de onde o antigo cotista parou.

De fato, na comparação com o crédito imobiliário, a opção pelo consórcio contemplado traria vantagem. No exemplo de um financiamento de 200 mil em 180 meses, que tem um custo efetivo total de 12% ao ano na caixa Econômica Federal, o consórcio geraria economia de, no mínimo, R$ 65 mil no período.

O consórcio ganhou um impulso nos últimos anos como alternativa às restrições do crédito bancário. Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), a venda de novas cotas em 2018 foi a maior desde 2014.

No ano passado, de acordo com a Abac, houve um crescimento de 9,1% de novos consorciados para 2,596 milhões. No total, o sistema conta com 7,128 milhões de participantes ativos. Em termos de volume financeiro, o ano passado movimentou R$ 106 bilhões em novos negócios, com alta de 4,6% sobre 2017.

Fonte: Valor Econômico
Por: Sérgio Tauhata – De São Paulo